O mausoleu de Augusto e a Apocolocintose de Sêneca

Autores

  • Ingeborg Braren Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.24277/classica.v7i0.669

Palavras-chave:

Apocolocintose, Sêneca, Imperador Cláudio, Consecratio, Augusto.

Resumo

Augusto construiu para si e seus familiares um mausoléu, a fim de que seus restos mortais recebessem assim as devidas honras fúnebres. Entre as heranças que deixou, estava o modelo político de soberano, que se perpetuou junto com o Império Romano. Sua lembrança perdurou, e seu mausoléu ainda existe. Ao contrário, a morte do imperador Cláudio, como é tratada na Apocolocintose de Sêneca, deixa como exemplo, um "herói", morto, cuja atuação ocorre em uma trajetória pos-mortem, em um percurso exatamente inverso ao da consecratio, honra de divinização atribuída a alguns imperadores e que lhe fora conferida, pois na sátira desce do céu para os Infernos.

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Referências

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Publicado

1995-12-05

Como Citar

Braren, I. (1995). O mausoleu de Augusto e a Apocolocintose de Sêneca. Classica - Revista Brasileira De Estudos Clássicos, 7, 165–170. https://doi.org/10.24277/classica.v7i0.669

Edição

Seção

A Morte, os Mortos no Mundo Antigo