Propércio e a leitura dos sinais divinatórios

Autores

  • Zelia de Almeida Cardoso Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.24277/classica.v4i4.583

Palavras-chave:

Adivinhação romana, Propércio, astrologia, ordálio.

Resumo

A história de Roma, desde os seus primórdios, está vinculada a adivinhações de sinais feitas por áugures e arúspices.  O povo aceitava passivamente essas práticas e as julgava legítimas. Os intelectuais, porém, mostram posições bastante pessoais quanto a esse hábito. Enquanto alguns filósofos, como Cícero e Lucrécio, as criticam com base em princípios racionais, os poetas não as encaram de maneira similar. Virgílio e Tibulo, por exemplo, tratam do assunto com naturalidade, parecendo considerar a prática divinatória como parte da tradição cultural romana; Propércio, entretanto, valendo-se de recursos artísticos, ridiculariza a adivinhação sob todos os seus aspectos, tratando-a com jocosidade e irreverência.

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Biografia do Autor

Zelia de Almeida Cardoso, Universidade de São Paulo

Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas

Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas

Universidade de São Paulo, USP 

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Publicado

1991-12-01

Como Citar

Cardoso, Z. de A. (1991). Propércio e a leitura dos sinais divinatórios. Classica - Revista Brasileira De Estudos Clássicos, 4(4), 163–181. https://doi.org/10.24277/classica.v4i4.583

Edição

Seção

Adivinhação no Mundo Antigo