Adivinhação, superstição e religião no último século da República (Cícero e Lucrécio)

Autores

  • Maria da Gloria Novak Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.24277/classica.v4i4.582

Palavras-chave:

Adivinhação romana, Cícero, Lucrécio.

Resumo

Confundem-se religião e superstição no último século da República e a religião é poderosa arma nas mãos dos poderosos. O homem se sente fraco e imagina forças sobrenaturais que o protejam, tendência que o estoicismo reforça e o epicurismo combate. Assim, adivinhação e epicurismo são absolutamente incompatíveis. Lucrécio, materialista e coerente, clama contra todas as formas de superstição e contra o comportamento absoluto que dela deriva. Cícero (que tão veementemente critica a adivinhação) defende-a e defende também a religião oficial, porque sabe que só esta pode manter o homem livremente submisso ao Estado.

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Biografia do Autor

Maria da Gloria Novak, Universidade de São Paulo

Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas

Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas

Universidade de São Paulo, USP

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Publicado

01-12-1991

Como Citar

Novak, M. da G. (1991). Adivinhação, superstição e religião no último século da República (Cícero e Lucrécio). Classica - Revista Brasileira De Estudos Clássicos, 4(4), 145–161. https://doi.org/10.24277/classica.v4i4.582

Edição

Seção

Adivinhação no Mundo Antigo