A tecelã de intrigas

Joaquim Brasil Fontes

Resumo


Como um moribundo, a Poetisa dirige-se à divindade e reza: σύμμαχος έσσο. Este grito de desespero invoca, não somente a aliada, palavra de certo modo abstrata, mas também, e sobretudo, aquele (aquela) que assiste alguém em um combate, e convida-nos a reler um poema de Safo (mais conhecido sob o nome de Ode a Afrodite) através da trama do léxico dos combates: presa na tessitura do canto, Afrodite avança, no campo de batalha, ao lado do enamorado.


Palavras-chave


Safo, Afrodite, lírica grega, literatura grega, Grécia.

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DOI: https://doi.org/10.24277/classica.v5i1.545

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