Variação linguística na Índia antiga: uma questão sem fim

Carlos Alberto da Fonseca

Resumo


Estudiosos da linguagem na Índia antiga, em trabalhos relativos aos mais variados domínios – fonética, fonologia, morfologia, sintaxe, semântica, estilística etc. –, sempre se referiram à variação linguística: desse modo, seria óbvio entender porque nunca estabeleceram qualquer norma linguística que excluísse todas as outras como erradas e porque sempre elaboraram gramáticas da fala. Essa não é, entretanto, a visão que se pode depreender do trabalho dos sanscritistas – que, de obra a obra, de década a década, insistem em recomeçar, com a linguística indiana antiga, um dialogo sempre truncado. Este ensaio, relendo a Grammaire sanskrite de Louis Retzou, estabelece um balanço e um contraponto de textos significativos para o assunto.


Palavras-chave


Sânscrito; Linguística sânscrita; Linguística indiana; Variação linguística; Variação linguística na Índia antiga.

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DOI: https://doi.org/10.24277/classica.v9i9/10.529

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