Hiérocles, o adivinho: uma visita do sublime ao grotesco

Autores

  • Silvia Damasceno Universidade Federal Fluminense

DOI:

https://doi.org/10.24277/classica.v9i9/10.520

Palavras-chave:

Hiérocles, sublime, grotesco, comédia.

Resumo

Considerando que o discurso cômico e caracterizado pela liberdade, este trabalho visa refletir sobre os meios que Aristófanes encontrou para colocar o signo linguístico livre no agón da peça, cujos caracteres são Trigeu, o protagonista cômico, e Hiérocles, o advinho. Observamos que, ainda que o adivinho parece de forma caricatural, seu discurso mantém conotações enigmáticas, mesmo quando parecem sem sentido. A repetição do discurso de Trigeu leva à dissipação dessas conotações, ressaltando que, neste ponto, o signo linguístico está livre, mas os significantes são mantidos com várias significações, considerando que os falantes são antagonistas.

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Publicado

1997-12-19

Como Citar

Damasceno, S. (1997). Hiérocles, o adivinho: uma visita do sublime ao grotesco. Classica - Revista Brasileira De Estudos Clássicos, 9(9/10), 163–172. https://doi.org/10.24277/classica.v9i9/10.520

Edição

Seção

Outros temas sobre a Antiguidade Clássica