Hiérocles, o adivinho: uma visita do sublime ao grotesco

Silvia Damasceno

Resumo


Considerando que o discurso cômico e caracterizado pela liberdade, este trabalho visa refletir sobre os meios que Aristófanes encontrou para colocar o signo linguístico livre no agón da peça, cujos caracteres são Trigeu, o protagonista cômico, e Hiérocles, o advinho. Observamos que, ainda que o adivinho parece de forma caricatural, seu discurso mantém conotações enigmáticas, mesmo quando parecem sem sentido. A repetição do discurso de Trigeu leva à dissipação dessas conotações, ressaltando que, neste ponto, o signo linguístico está livre, mas os significantes são mantidos com várias significações, considerando que os falantes são antagonistas.


Palavras-chave


Hiérocles; sublime; grotesco; comédia.

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Referências


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DOI: https://doi.org/10.24277/classica.v9i9/10.520

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