Conversação e convenções literárias na Sátira II 6 de Horácio

Vicente de Paula Iannini

Resumo


O objetivo deste artigo é tematizar alguns aspectos de conversação como um discurso sobre o sermo na Sátira II 6, de Horácio. Após situar a ação na quinta de Horácio na Sabina, tento mostrar como o poeta cria a impressão de uma conversação real, analisando a variedade de linguagem empregada, e, especialmente, a arte de encaixar um sermo dentro de outro. A fabella que encerra a sátira, pode ser vista, no sentido de Fraenkel, como um ainos, o qual nos permite ver sua função como um gênero insertado e apreciá-la como um ponto alto no processo de encaixe. A fabella é percebida como um detalhe ornamental que permite a condução da sátira a um finale grandioso. Por fim, aponto algumas convenções literárias de que o poeta se utiliza para tornar verossímil a imagem de descontração sugerida pelo sermo.


Palavras-chave


ainos; conversação; convenções; discurso; fabella; Horácio; sátira; satura; sermo.

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DOI: https://doi.org/10.24277/classica.v11i11/12.461

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