A epístola como exemplo de texto escrito

Marcos Martinho dos Santos

Resumo


Valendo-me das Epístolas de Horácio e do confronto destas com a Poética e a Retórica de Aristóteles, primeiro investigo a hypókrisis da epístola, de modo a qualificar esta como essencialmente graphiké e, daí, destinada, não a ouvinte ou espectador, mas a leitor. Depois deduzo dessa qualidade, que respeita a elocução, a matéria mais conveniente a epístola, que respeita a invenção, de modo a entender tal conveniência como prépon da epístola; por exemplo, nas Epístolas de Horácio, o elogio do campo e repúdio da cidade seriam, nesse sentido, não um gosto particular do Autor, mas uma matéria que, de modo geral, se harmoniza com elocução que, justamente, se dirige ao leitor, isto é, ao âmbito privado [= campo], e repudia o ouvinte e espectador, isto é, o âmbito público [= cidade].

Palavras-chave


epistolografia; Horácio; poética; retórica; Aristóteles; hypókrisis; escrita e oralidade; prépon.

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Referências


ARISTOTLE. The art of rhetoric. With an English translation by J. H. Freese. 8. ed. Cambridge; London: Harvard University Press, 1991.

ARISTOTLE. The poetics. With an English translation by W. H. Fyfe. 5 ed. Cambridge; London: Harvard University Press, 1953.

HORACE. Satires. Epistles. Ars poetica. With an English translation by H. R. Fairclough. 13 ed. Cambridge; London: Harvard University Press, 1991.




DOI: https://doi.org/10.24277/classica.v11i11/12.460

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