Por que Penélope menciona Helena? Relendo Odisseia, XXIII, 209-230

Autores

  • André Malta Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.24277/classica.v29i1.413

Palavras-chave:

Penélope, Helena, personagem, Odisseia.

Resumo

Que grau de complexidade podemos atribuir à caracterização de Penélope na Odisseia? Em que medida essa complexidade decorre da apresentação de uma figura cujas ações valorosas combinam-se com a insinuação de intenções dúbias? Este artigo dá continuidade ao que foi exposto em outro texto, “Penélope e a arte da indecisão na Odisseia”, no qual busquei, muito sinoticamente, abordar a atuação da esposa de Odisseu do canto I ao XXI. Aqui, abordo exclusivamente o canto XXIII, onde ocorre sua última, e talvez mais memorável, participação. Na minha leitura, a menção que Penélope faz aí a Helena, em sua conversa com Odisseu, ativa as mesmas camadas contraditórias vistas em passos anteriores, responsáveis pela riqueza de seu caráter. 

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

BOLMARCICH, S. Homophrosúnē in the Odyssey. Classical Philology, v. 96, p. 205-213, 2001.

DI BENEDETTO, V. Omero: Odissea. Milano: BUR, 2010.

DIMOCK, G. The unity of the Odyssey. Amherst: University of Massachusetts, 1989.

DUARTE, A. Cenas de reconhecimento na poesia grega. Campinas: Editora da Unicamp, 2012.

FELSON-RUBIN, N. Regarding Penelope. From character to poetics. Princeton: Princeton University Press, 1994.

FREDRICKSMEYER, H. Penelope ‘polutropos’: the crux at Odyssey 23.218-22. American Journal of Philology, v. 118, n. 4, p. 487-497, 1997.

HARSH, P. Penelope and Odysseus in Odyssey XIX. American Journal of Philology, v. 71, n. 1, p. 1-21, 1950.

HEUBECK, A. Books XXIII-XXIV in HEUBECK, A., RUSSO, J., FERNANDEZ-GALIANO, M. (ed.). A commentary on Homer’s Odyssey, Volume III, Books XVII-XXIV. Oxford: Clarendon Press, 1992. p. 311-418.

JONES, P. Homer’s Odyssey. A commentary based on the translation of Richmond Lattimore. London: Bristol Classics Press, 1988.

de JONG, I. A narratological commentary on the Odyssey. Cambridge: Cambridge University Press, 2011.

KATZ, M. Penelope’s renown. Meaning and indeterminacy in the Odyssey. Princeton: Princeton University Press, 1991.

MALTA, A. Penélope e a arte da indecisão na Odisseia. Nuntius Antiquus, v. 8, n. 1, p. 7-28, 2012.

MONRO, D. Homer’s Odyssey. Books XIII-XXIV. Oxford: Clarendon Press, 1901.

MURNAGHAN, S. Disguise and recognition in the Odyssey. Princeton: Princeton University Press, 1987.

PLATT, A. Notes on the Odyssey. Classical Review, v. 13, n. 8, p. 382-384, 1899.

ROISMAN, H. Penelope’s indignation. Transactions of the American Philological Association, v. 117, p. 59-68, 1987.

SAÏD, S. Homer and the Odyssey. Translated by Ruth Webb. Oxford: Oxford University Press, 2011.

STANFORD, W. The Odyssey of Homer. 2 vols. London: St. Martin Press, 1947.

ZAMBARBIERI, M. L’ Odissea com’è. Lettura critica. Vol. II: canti XIII-XXIV. Milano: Edizioni Universitarie di Lettere Economia Diritto, 2004.

Downloads

Publicado

15-03-2016

Como Citar

Malta, A. (2016). Por que Penélope menciona Helena? Relendo Odisseia, XXIII, 209-230. Classica - Revista Brasileira De Estudos Clássicos, 29(1), 193–203. https://doi.org/10.24277/classica.v29i1.413

Edição

Seção

Dossiê Homero