Reflexões sobre tradução no De finibus de Cícero e a refutação do pensamento estoico

Sidney Calheiros de Lima

Resumo


Ambientado em uma vasta biblioteca, situada numa   uilla recentemente herdada por um jovem aristocrata romano,   o segundo diálogo do De finibus de Cícero (livros III e IV)   comporta a tarefa de discutir em latim o pensamento moral   dos antigos estoicos. No início da discussão, Cícero e Catão,   o jovem, as personagens em cena, refletem sobre as estratégias   que podem empregar para traduzir para o latim os conceitos   forjados em grego por Zenão e Crisipo. Nosso objetivo é   investigar o modo como a defesa de certo tipo de tradução   filosófica, apresentada no início do livro III, pode servir à   refutação da moral estoica empreendida pela personagem Cícero   ao longo do livro IV, uma vez que se ajusta ao projeto filosófico   do autor, que tem como meta a formação dos homens públicos   romanos.  


Palavras-chave


Filosofia helenística; estoicismo; Cícero; tradução.

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DOI: https://doi.org/10.24277/classica.v27i2.248

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