“Joelhos ao pó”: o imaginário da morte na tradição grega

Carlinda Fragale Pate Nuñez

Resumo


O confronto entre uma das cenas decorativas do altar de Pérgamo e a famosa estátuac de Laocoonte permite demonstrar que a morte integra aspectos paradoxais, no imaginário da Antiguidade. A correlação entre tais objetos artísticos e textos literários tematizados pela morte evidencia o que se poderia denominar uma “poética da morte”, que põe em evidência: 1) a percepção da morte como poiésis no que diz respeito às propriedades estéticas e catárticas que tanto a poesia quanto a morte consignam, na mentalidade antiga; 2) a reciclagem do ut pictura poesis horaciano, nos termos de uma ut pictura mortis poesis. Sob esta perspectiva, o confronto entre artes plásticas e poesia torna privilegiadamente legíveis alguns dos paradoxos inscritos na mímesis da morte e em sua semiose.

Palavras-chave


Morte; imaginário antigo; Laocoonte; Pérgamo (Altar de); Tanatologia

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Referências


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DOI: https://doi.org/10.24277/classica.v15i15/16.227

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