Amicus Plato, magis amica veritas: La función del examen crítico de las doctrinas precedentes en la constitución de la filosofía aristotélica

Silvana Gabriela Di Camillo

Resumo


Contra a acusação de distorção, por Aristóteles, das doutrinas dos seus antecessores, sustentamos que a revisão histórica reflete uma abordagem metodológica de investigação filosófica. Acreditamos que há em Aristóteles uma dupla utilização das opiniões antigas: por um lado, ele as toma como ponto de partida para identificar as dificuldades e incorporar a verdade que possam conter; por outro, volta-se para elas, contando com novas ferramentas conceituais, para avaliar seus acertos e erros. É esse segundo movimento que lhe valeu a crítica de deformação das doutrinas anteriores. Nossa proposta é que a imposição de conceitos próprios não deve ser lida como uma distorção, mas como a exposição da uma solução particular para os problemas que os filósofos precedentes deixaram insolúveis, e que o exame dos antecessores, em especial das doutrinas de seu mestre, é de fundamental importância na própria constituição da filosofia de Aristóteles.

Palavras-chave


Aristóteles; análise dialética; antecessores; apropriação; distorção.

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DOI: https://doi.org/10.14195/2176-6436_21-1_7

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